COMO SER UM CRENTE CHEIO DO ESPÍRITO SANTO

TEXTO: Ef 5:18-21

 

INTRODUÇÃO: Paulo, esta chamando nossa atenção, falando sobre a unidade e a pureza da igreja. Como deve ser o novo relacionamento.

Ele esta falando de relacionamentos prático (lar e no trabalho) e da  dimensão do poder que tem o inimigo que enfrentamos.

Essas duas responsabilidades (o lar e o trabalho de um lado, e o combate espiritual do outro) são bem diferentes entre si.

O marido e a esposa, os pais e os filhos, os senhores e os servos são seres humanos visíveis e tangíveis, ao passo que o diabo e suas hostes dispostos a trabalhar contra nós são seres demoníacos, invisíveis e intangíveis.

Nossa fé deve estar à altura dessas duas dimensões.

Paulo introduz essas duas dimensões: enchei-vos + falando + louvando + dando graças + submetendo.

A IMPORTÂNCIA DA PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO.

Seria impossível exagerar a importância que o Espírito Santo exerce em nossa vida: Paulo já falou que somos selados pelo Espírito (1:13-14) e que não devemos entristecer o Espírito (4:30).

Agora Deus nos ordena a sermos cheios do Espírito (5:18).

É o Espírito Santo que nos convence do pecado. É ele que opera em nós o novo nascimento.

É ele quem nos ilumina o coração para entendermos as Escrituras.

É ele quem nos consola e intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

É ele quem nos batiza no corpo de Cristo. É ele quem testifica com o nosso

Espírito que somos filhos de Deus. É ele quem habita em nós.

Todavia, é possível ser nascido do Espírito, ser batizado com o Espírito, habitado pelo Espírito, selado pelo Espírito e estar ainda sem a plenitude do Espírito.

Nós que já temos o Espírito, que somos batizados no Espírito, devemos agora, ser cheios do Espírito.

DEVEMOS EMBRIAGAR OU FICAR CHEIO DO ESPÍRITO?

Embriaguez ou enchimento do Espírito? O apóstolo começa fazendo certa comparação entre a embriaguez e a plenitude do Espírito.

Há uma semelhança superficial.

Uma pessoa que está bêbada, dizemos, está sob a influência do álcool; e certamente um cristão cheio do Espírito está sob a influência e sob o poder do Espírito Santo.

Em ambas as proposições, há uma mudança de comportamento: a personalidade da pessoa muda quando ela está bêbada.

Ele se desinibe; não se importa com o que os outros pensam dela.

O crente cheio do Espírito se entrega ao controle do Espírito e sua vida fica livre e desinibida.     Existe um contraste.

Na embriaguez o homem perde o controle de si mesmo; no enchimento do Espírito ele não perde, ele ganha o controle de si, pois o domínio próprio é fruto do Espírito.

O vinho e o álcool, não é um estimulante, é um depressivo.

O álcool sempre está classificado na farmacologia entre os depressivos. O álcool é um ladrão de cérebros.

A embriaguez deprimindo o cérebro tira do homem o autocontrole, a sabedoria, o entendimento, o julgamento, o equilíbrio.

Ou seja, a embriaguez impede o homem de agir de maneira sensata.

O que o Espírito Santo faz é exatamente o oposto.

As pessoas que estão bêbadas estimulante, antidepressivo. Ele estimula a mente, o coração e a vontade..

Entregam-se a ações desenfreadas, e descontroladas. Perdem o pudor, perdem a vergonha, envergonham o lar.

Trazem desgraças, lágrimas, pobreza, separação e opróbrio sobre a família.

Buscam uma fuga para os seus problemas no fundo de uma garrafa, mas o que encontram é apenas um substituto barato, falso, maldito e artificial para a verdadeira alegria. A embriaguez leva à ruína.

Todavia, os resultados de estar cheio do Espírito Santo são totalmente diferentes.

O Espírito nos enobrece. Torna-nos mais humanos, mais parecidos com Jesus.

SÓ TEMOS BENEFÍCIOS QUANDO DO ENCHIMENTO DO ESPÍRITO SANTO.

Na nossa comunhão “falando entre vós com hinos e cânticos espirituais”. v. 19a

O crente cheio do Espírito não vive resmungando, reclamando da sorte, criando intrigas, cheio de amargura, inveja e ressentimento, mas sua comunicação é só deleite espiritual para a vida do irmão.

No culto público, o crente cheio do Espírito Santo edifica o irmão, é bênção na vida do irmão.

Salmo 95:1 “Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o rochedo da nossa salvação”.

Na doração “entoando e louvando de coração ao Senhor”. v. 19

Não é adoração fria, formal, apagada, morta, sem entusiasmo, sem vida.

O crente cheio do Espírito adora a Deus com entusiasmo. Usa toda a sua mente, emoção e vontade.

Um culto vivo não é carnal nem morto. Não é barulho, nem emocional.

É um culto em espírito e em verdade, um culto onde Cristo é o centro, alegre, reverente, vivo.

O crente cheio do Espírito está cheio não de queixas, de murmuração, mas de gratidão.

Na submissão; “Sujeitando uns aos outros no temor de Cristo” v. 21

Os que são cheios do Espírito Santo têm o caráter de Cristo, são mansos e humildes de coração. Em Cristo devemos ser submissos uns aos outros.

“Enchei-vos” não é uma proposta alternativa, uma opção, mas um mandamento de Deus. Ser cheio do Espírito é obrigatório, não opcional. Não ser cheio do Espírito Santo é pecado.

Está na forma plural.

Esta ordem está endereçada à totalidade da comunidade cristã.

Ninguém dentre nós deve ficar bêbado; todos nós, porém, devemos encher-nos do Espírito Santo.

A plenitude do Espírito Santo não é um privilégio elitista, mas sim uma possibilidade para todo o povo de Deus.

O sentido é: “Deixai o Espírito encher-vos”.

Ninguém pode encher-se a si mesmo do Espírito.

Nenhum homem pode soprar sobre o outro para que ele receba a plenitude do Espírito.

O sentido não é o quanto mais nós temos do Espírito, como se o Espírito fosse um líquido enchendo um vasilhame.

Mas o quanto mais o Espírito tem de nós. O quanto ele controla a nossa vida. Ser cheio é não entristecê-Lo, nem apagá-Lo, mas submeter-se à sua autoridade, influência e poder.

A nosso presente, a nossa vida precisa ser continua.

Paulo nos diz: “Enchei-vos do Espírito” é imperativo presente, o que subentende que devemos continuar ficando cheios.

A plenitude do Espírito não é uma experiência de uma vez para sempre, que nunca podemos perder, mas sim, um privilégio que deve ser continuamente renovado pela submissão à vontade de Deus.

Fomos selados de uma vez por todas, mas temos a necessidade do enchimento diariamente.

CONCLUSÃO: Você é um crente cheio do Espírito Santo? Os sinais da plenitude do Espírito têm sido vistos em sua vida?

  • Você tem adorado a Deus, relacionado com seus irmãos, agradecido a Deus e se sujeitando uns aos outros e feito à obra de Deus com poder?

Quando o moço de Eliseu que perdeu o machado no rio. Eliseu orou e o machado boiou.

Precisamos mais dos recursos de Deus do que dos recursos do homem.

AMÉM!

Pr. Tubal Monteiro